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Obra clássica do desespero humano

Obra clássica do desespero humano
17/08/2019

A obra “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, tem quatro versões, entre 1893 e 1910. A imagem é considerada um dos marcos do expressionismo, coaduna algum dos temas próprios do artista, como solidão, a melancolia, a ansiedade e o medo. O trabalho é um dos mais conhecidos da arte do mundo, caracterizada pela força das linhas e da cor.A pintura apresenta três personagens: o protagonista, com a expressão de angústia que repercutiu em todo o mundo e mais duas, ao longe. O céu pintado com cores quentes e o lago auxiliam a compor a dramaticidade da cena. A tendência de interpretar a pintura pelos problemas psicológicos e familiares do artista, mas esteticamente ela é ímpar.Cabe destacar a distorção das formas e a expressão da figura central, plena da dor da existência. “O grito” pode ser então lido como uma manifestação que expressa justamente um sentimento de melancolia e ansiedade. Após uma crise nervosa em 1908, quando morava em Berlim, o artista retornou para a Noruega, onde viveu os últimos 20 anos da sua vida em solidão, desfecho de uma vida marcada pelas mortes precoces da mãe e da irmã e pela criação com o pai, que sofria de uma doença mental. Essas e outras experiências emocionais o levaram a uma obra caracterizada pela subjetividade e a introspecção, nos quais a temática do medo e da morte são onipresentes.Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.