
“A arte é longa. A vida é breve”. O aforismo de Hipócrates (460 – 378), é uma excelente chave para penetrar no mundo de Billy Gibbons. Radicado em São Bento do Sapucaí (SP), sua arte oferece a oportunidade de refletir sobre os caminhos da existência e sobre as representações visuais do mundo.
Se existe uma face realista em uma fase inicial, há também um mergulho denso na abstração em busca de uma autêntica expressão do sentido de estar no mundo, expresso por meio de cores e gestos. Nesse sentido, as composições foram ganhando uma liberdade própria, plena de aspectos enriquecedores.
A arte funciona como um dizer da vida. E a sua permanência é infinita, pois se fundamenta em pesquisa constante e na realização permanente. As tonalidades surgem de maneira visceral e os resultados trazem à tona uma expressão em que cada composição é a expressão de saberes adquiridos ao longo do tempo.
Billy Gibbons é um construtor de emoções. Ergue seu castelo plástico com imagens que funcionam como portais que levam a umbrais que estão além do tempo. As maneiras como articula sua história e sua poética visual é infinita e constante, sem acomodação, mas com a convicção de que cada nova obra é um novo despertar de possibilidades do fazer e do pensar.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e pós-doutorando e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.