
Atribuída ao ateliê de Peter Paul Rubens, a obra “São Roque como padroeiro das pestes” tem como pano de fundo as múltiplas variações da história desse santo. Nascido em Montpellier, França, teria abandonado seus bens e ido em peregrinação a Roma e, por curar doenças fazendo o sinal da cruz, ficou enfermo e decidiu morrer solitário em um bosque.Um anjo enviado por Deus, porém, curou as suas feridas e um cão de uma cidade próxima o alimentou com o pão que recebeu do seu dono. Curado, voltou para a sua cidade, sendo preso e morrendo encarcerado. Simbolicamente, é representado por seu traje de peregrino, sempre acompanhado de um fiel cachorro.A pintura mostra o momento em que Cristo é designa Roque o santo protetor dos seres humanos contra as pestes. O filho de Deus mostra o anjo que porta a mensagem: “Eris in peste patronus”. O santo surge ajoelhado e abaixo dele estão seis pessoas que imploram a ajuda do ser divino.A obra foi encomendada a Rubens pela Fraternidade de São Roque de Aalst para um altar dedicado ao santo. Foi paga em 1626, ano em que foi feita uma gravura da obra por Paulus Pontius. O trabalho está na coleção Thyssen-Bornemisza, na Espanha, é considerada um esboço da obra original, provavelmente feita por ajudantes do artista holandês.Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.