
A artista plástica Juliana Tortorelli, de Presidente Prudente, SP, apresenta, em sua obra visual, dois elementos fundamentais: as cores e as formas, ambos de grande importância quando se pensa na criação como um processo em que a arte e a técnica devem caminhar juntas, num processo constante de aprimoramento.
Em relação às tonalidades e a escolhas cromáticas, é preciso ressaltar que cada quadro traz todo um processo em que seguir um caminho significa deixar de lado outros, ou seja, no momento da criação, cada seleção traz consigo o afastamento de outras veredas. E é nisso que consiste o desafio de ser artista, num jogo de caminhada permanente rumo àquelas que cada artista considera as melhores soluções.
O mesmo ocorre no que diz respeito às formas. Quando se pensa em abstrações, isso não significa o mergulho no aleatório, mas aponta outra característica do andamento criativo, em que manchas e gestos são indicativos de estados de espírito, de visões de mundo que interpretam sentimentos e emoções interiores, dando-lhes uma manifestação visual.
Juliana Tortorelli apresenta, quando mergulha em suas cores e formas, uma forma peculiar de conversar com aquilo que entendemos como realidade. Suas explosões cromáticas e diluições de contornos traz à tona momentos de puro prazer e de encontros e desencontros nas esferas do espaço e do tempo, que indicam como a arte derruba limites conhecidos para se aprofundar em profícuas interrogações.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.