
É em Barra de São João, RJ, que Roger Vianna tem o seu ateliê. Ali cria suas obras e dá suas aulas, dentro de um estilo que caracteriza como impressionismo. Talvez ali esteja muito mais do que isso. Suas obras são portadoras de sensações. Constituem uma maneira de interpretar o mundo que o cerca.
E essa concepção da vida se dá pela maneira como realiza as suas pinceladas e composições. Não se dedica a representar pessoas como personagens, mas sim a ambientações, ou seja, seus protagonistas sãos cenários escolhidos para desenvolver uma maneira de apresentar aos outros como vê o mundo.
Trata-se de um exercício de pintura, um sentimento de estar em harmonia com o mundo que comove. Cada obra, nesse aspecto, é um novo olhar que transmite calma. Esse aspecto é um dos mais importantes do trabalho de Vianna, pois o conjunto do seu pensar visual se expressa em uma espécie de meditar a arte como um sentir a si mesmo integrado nas paisagens que vê.
O olhar se torna um fazer pelo exercício de conseguir transmitir ao braço que pinta a concepção cerebral de uma mente que sente. E esse processo está pleno de complexidade neurológica, mas se realiza com uma aparente simplicidade, digna dos mestres que fazem parecer rotineiro um aprendizado existencial e artístico permanente.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.