
O quadro ‘Primeiro transplante renal em 22/12/1954’, do pintor norte-americano Joel Babb (1947), pintado em 1996 e exposto no The Harvard Medical Library, Cambridge, USA, é uma forma de exaltar o trabalho de Joseph Edward Murray, médico que fez o primeiro transplante de rim, realizado entre gêmeos.
O doente, Richard Herrick, viveu mais oito anos com o rim do seu irmão, e Murray, falecido em 2012, aos 93 anos, ganhou o Prêmio Nobel da Medicina em 1990 pelas suas conquistas na técnica de transplante de órgãos. É interessante lembrar que o contato dele com transplantes começou durante a II Guerra Mundial.
Mais tarde, trabalhou em Boston, como médico-cirurgião, no Hospital Brigham and Women, onde começou a fazer transplantes de rins em cães, num contexto em que as pesquisas na área eram consideradas descabidas. Em 1962, Murray fez ainda o primeiro transplante de rim com sucesso entre não familiares.
A imagem de Babb lembra uma declaração de Murray: “Nos pacientes, testemunhamos a natureza humana no medo mais cru, no desespero, na coragem, na compreensão, na esperança, na resignação, no heroísmo. Se estivermos alerta, podemos detectar novos problemas para resolver, novos caminhos para investigar”.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.