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Criatividade: da teoria à prática

Criatividade: da teoria à prática
11/07/2018

Todos falam que é necessário ser criativo. E muito se fala sobre a importância de apresentar soluções fora da caixa. E mais ainda se discute como apenas aqueles que tiverem essa capacidade irão sobreviver nos mercados do futuro. Analogamente, verifica-se que a sociedade como um todo parece caminhar por vertentes mais conservadoras, tanto no exterior, como mostra os EUA, como no Brasil.

Existe, portanto, uma certa incongruência entre essas duas forças. É lindo estimular a criatividade e construir um discurso em torno disso, mas as forças que desejam manter o status quo se fazem presentes e de uma maneira nada desprezível. A distância entre teoria e prática parece então se fazer onipresente.

E como conviver com isso? A passagem da ideia para a ação envolve numerosas questões. A primeira delas reside em ter a convicção que ser criativo implica em mexer nas estruturas existentes. E isso não costuma gerar simpatia. Enquanto se fala em mudar, todos são a favor, mas, quando se deseja implementar, as resistências começam.

E são de várias ordens. Incluem desde ignorar encaminhamentos para alguma alteração de procedimento até apresentar tantas dificuldades para implementar alguma novidade, que a melhor alternativa parece ser a de nada fazer. E assim se mantém tudo como está. O fato é que todos gostam de falar em mudança, mas tirá-la do projeto e colocá-la para funcionar não é tarefa corriqueira - nem tão fácil como muitos gostariam ou acreditam.

Oscar D'Ambrosio, mestre em Artes Visuais, doutor em Educação, Arte e História da Cultura. Este e outros textos estão disponíveis em www.oscardambrosio.com.br. Contato: odambros@uol.com.br