
A Síndrome de Hutchinson-Gilford, mais conhecida como progeria ou HGPS, é uma doença de origem genética, progressiva e sem cura, caracterizada pelo envelhecimento precoce e acelerado do seu portador. Baseado em romance de Kim Ae Ran e dirigido por Je-yong Lee, o filme sul-coreano ‘Minha vida brilhante’ enfoca o tema.
Um jovem casal, ambos com 17 anos, tem um filho com a síndrome. Quando o menino chega aos 16 anos, seu corpo está com 80 – e a proximidade da morte é inevitável. É instaurada uma situação em que cada instante vale muito e precisa ser valorizado em meio a uma atmosfera de amadurecimento constante.
Sem cura conhecida, a doença, que não é hereditária, tem sintomas como crescimento lento e perda de cabelo. No entanto, o filme foca menos o lado médico e mais o emocional da família, como a vontade do jovem de ser escritor, contando a própria vida e a dos pais que abriram mão de seus desejos (ser atleta e cantora) para cuidar dele.
O filme é uma lição do existir acima de tudo. Num mundo em que o individualismo parece imperar em muitas relações, a obra leva a pensar sobre a importância das relações pessoais, do amor verdadeiro e desinteressado e da mídia na divulgação/exploração de doenças raras. Para ver, refletir e valorizar cada momento de nossa vida.
Oscar D'Ambrosio, mestre em Artes Visuais, doutor em Educação, Arte e História da Cultura. Este e outros textos estão disponíveis em www.oscardambrosio.com.br. Contato: odambros@uol.com.br