
A cultura é um movimento dinâmico, no sentido que retoma raízes e aponta para o futuro, e contínuo, no que diz respeito a estar em constante mutação. A arte contemporânea, nesse aspecto, trabalha essa construção permanente de sentidos de uma maneira peculiar, num processo de respiração que envolve indivíduos e sociedades.
Erick Amarante se insere nessa jornada de inspirar tendências e expirar respostas visuais de maneira diferenciada. Suas imagens conectam distintas vertentes em que práticas artísticas, como a fotografia e a assemblage, dialogam com valores diversos, como a capacidade de manter a saúde mental própria e do mundo em harmonia.
Os resultados das veredas percorridas ligam o passado da tradição visual ao presente da criação do artista e ao futuro de vislumbrar tendências das linguagens propostas. Linhas do tempo e manipulação e rebatimento de imagens permitem que os espaços interiores do criador falem plasticamente com cenários existente no mundo considerado real.
Grande e pequeno, visível e invisível, verdadeiro e falso, belo e feio são separações que se diluem nas imagens apresentadas. As conexões mais fortes estabelecidas permitem uma caminhada entre o aparentemente conhecido da vida e o mistério da morte numa sagrada peregrinação por aquilo que costumamos chamar de existência.
Oscar D'Ambrosio é mestre em Artes Visuais e doutor em Educação, Arte e História da Cultura.