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diárias de bordo

Eliane Consol

 Balé aquático
Eliane Consol
08/03/2018
Os requisitos básicos da aquarela são a água e as transparências que ela propicia. A artista plástica Eliane Consol se vale de ambas, revelando habilidade de trabalhar com a técnica, principalmente quando se trata de compor universos de cor. Destacam-se os balés aquáticos, ou seja, os mundos plásticos em que os peixes e a água se misturam num ambiente em que o lirismo predomina.


O jogo de cores torna essas aquarelas significativas como expressão do poder da artista de sugerir as mais variadas situações. Certamente uma das maiores questões de Eliane está justamente na exploração da própria capacidade de deixar que os silêncios dominem as imagens.


 

Trata-se de um progressivo movimento interno de aprimoramento técnico e mesmo espiritual, já que o saber calar-se às vezes é a maior magia para que o trabalho brilhe em sua força máxima. Saber ver e demonstrar isso no criar constitui um desafio intelectual e plástico.


 

Os balés aquáticos de Eliane Consol são de ampla riqueza, pois demonstram o domínio da técnica e a compreensão ampla do significado das aquarelas como uma realidade em que as luzes e transparências têm a função de criar espaços imaginários propiciados pelo contato da tinta com o papel.


 

Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura.