
Obra de Evelyn Gonoretzky
Texto de Evelyn Gonoretzky Onde o invisível aos nossos olhos existe o Todo. E de repente começa a se formar algo que podemos ver. Logo mais poderemos tocar. Essa é a vida que chega da imaterialidade, do mundo invisível para o mundo visível.
Texto de Oscar D’Ambrosio Evelyn Gonoretzky apresenta um trabalho em que lida com o branco e com as marcas de um círculo. Pode-se considerar o primeiro com a somatória de todas cores (o que nos afasta da ausência delas) e o segundo como a manifestação de uma forma considerada perfeita, já que não tem começo, meio ou fim, manifestando um eterno recomeçar. Por essa visão, os tradicionais binômios cheio/vazio e branco/negro, na arte, apenas teriam sentido quando pensados internamente um em relação ao outro. Costuma-se entender cada elementos de cada par como oposto ao outro, quando a grande sabedoria está em lidar nos interstícios entre os integrantes de cada par. Entre o tudo e o nada, e entre o claro e o escuro, há uma gama que a criação visual pode infinitamente desvendar. Analogamente, entre o chamado invisível e o considerado visível, existe tanto a conhecer...