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diárias de bordo

Enauro de Castro

Do branco aos noturnos
Enauro de Castro
15/02/2018

Pesquisar é um verbo essencial dos artistas plásticos contemporâneos. Torna-se fundamental estar sempre pronto a novas experiências e ao desenvolvimento de projetos que desafiem os próprios limites e coloquem em xeque a própria capacidade de criar. Impor-se esse desafio leva ao aprimoramento permanente.

O goiano Enauro de Castro é um exemplo disso. Nascido em 1963, vem desenvolvendo a sua linguagem com diversas pesquisas em várias técnicas, que vão desde a pintura a performances, sempre dentro de uma perspectiva na qual somente a busca permanente pode dar vazão a uma inquietação perante o mundo.

Duas pesquisas do artista ilustram bem isso. Uma delas tem o branco como objeto de investigação em suas mais variadas facetas. Reside aí um universo fascinante dessa cor que é a soma de todas as outras e oferece, portanto, uma série de possibilidades visuais, existenciais e filosóficas.

Uma outra, mais recente, é uma série de pinturas a óleo e têmpera fria sobre tela que tem como assunto paisagens urbanas noturnas de Goiânia. Se a primeira lida com os enigmas da soma de todas as cores; aqui, é a ausência de cor que conduz o raciocínio. Se a primeira desvela mundos; a segunda o vela, esconde e os torna misteriosos. Precisa mais?

 

 

Oscar D'Ambrosio, Doutor em Educação, Arte e História da Cultura e Mestre em Artes Visuais, atua na Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp.