
Há palavras que são difíceis de definir em sua essência. Uma delas é 'intensidade', ainda mais quando pensamos nas artes visuais e na sua capacidade de superar distâncias linguísticas e culturais. Cores, formas e composições se estabelecem como uma linguagem universal que cativam de maneira geralmente difícil de explicar racionalmente.
O artista goiano Leo Pincel ilustra justamente esse tipo de artista que é intenso naquilo que faz - e isso demanda uma mescla delicada e complexa entre as experiências acumuladas, o momento da prática visual e uma certa visão do próprio futuro em termos plásticos.
Seja nas obras de tema urbano ou nas paisagens, há no artista uma permanente expressão do fazer e do entender o mundo como se cada obra fosse uma diálogo e único a ser estabelecido. Dessa maneira, o artista consegue oferecer visões renovadas daquilo que se propõe.
Existe nele uma peculiar maneira de dar resposta aos estímulo que recebe. O principal está nas cores geralmente quentes, mas também numa composição caracterizada por um ritmo muito próprio, em que a harmonia é atingida com pinceladas largas que ocupam o espaço com convicção, energia e com um intenso amor à liberdade do criar e do sentir.
Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp, é doutor em Educação, Artes e História da Cultura.