Projeto Café com Arte
“Preto como o diabo, quente como o inferno, puro como um anjo, doce como o amor”. Essa Receita de Café do estadista francês Talleyrand (1754-1836) permite visualizar melhor a exposição “Café com Arte”, no Espaço Reserva Cultural, cujo objetivo é conhecer melhor – e sob diferentes aspectos – esse fruto do cafeeiro originário da Etiópia.
A flor do cafeeiro, seu fruto, formado por dois grãos envoltos pela polpa, os campos verdejantes onde é feita a colheita, e o secular ritual em que os frutos são peneirados para eliminar as sujeiras, como palha seca e terra, são algumas das imagens que o universo do café evoca.
Introduzido no Brasil a partir de Caiena, na Guiana Francesa, em 1727, pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, o café marcou um ciclo da história econômica nacional de 1830 a 1930, período em que o produto foi dominante do comércio exterior nacional e o principal fator de expansão das fronteiras agrícolas.
A beleza do ramo do cafeeiro, com flores e frutos, a sua importância histórica para o Brasil e o número de admiradores da bebida – em que o pó é misturado com água quente e açúcar – difundida pelos árabes como substituta ao vinho, proibido pela religião maometana, serão os pontos de partida da exposição.
Nas imagens da coletiva, é possível vislumbrar, d emaneira mais ou menos concreta dependendo do artista, o aspecto sedutor do café, o calor que emana de cada xícara, a beleza das plantações em que viceja e o clima de sedução quando um casal se encontra “apenas para tomar um café”, podendo começar ou terminar uma história de vida.
Amadores do detalhe e da busca de uma obra plástica cada vez mais aprimorada, os artistas que participarão do projeto Café com Arte oferecerão aos clientes da rede a oportunidade de mergulhar no universo do café e dos seus grãos, que dão origem a uma bebida que encanta a quase todos, seja pelo seu aroma, sabor ou pelos momentos de socialização que propicia.
Nisso, o café se aproxima muito da arte, atividade que faz com que nos sintamos responsáveis pelo nosso caminhar num mundo cada vez mais massificado, acelerado e automatizado. Nesse contexto, parar para tomar um café e ver uma obra de arte de qualidade cria um momento diferenciado.