Preparar uma pizza é uma autêntica obra de arte. A sua origem é controversa. Para alguns, tudo começou com os
egípcios, primeiros a misturar
farinha com
água; para outros, os
gregos teriam sido os pioneiros em lidar com uma massa à base de
farinha de
trigo,
arroz ou
grão-de-bico, assando-a sobre
tijolos quentes.
O fato é que ela chegou na
Etrúria, na
Itália, se popularizando principalmente na região de Nápoles. Inicialmente, somente ervas regionais e o
azeite de oliva eram usados como ingredientes, mas os italianos acrescentaram o tomate, descoberto na
América e levado a
Europa pelos conquistadores
espanhóis.
Foi no
Brás, bairro
paulistano dos imigrantes italianos que as primeiras pizzas começaram a ser comercializadas no Brasil, onde ganharam coberturas cada vez mais diversificadas e criativas. Mussarela e anchovas, muito presentes pela tradição, começaram a ceder espaço a hortaliças, embutidos – e até a pizzas doces!
A partir de 1985, dia 10 de julho passou a ser o Dia da Pizza. A data lembra o encerramento de um concurso estadual de grande sucesso que elegeu as 10 melhores receitas de mussarela e margherita, pizza cujo nome homenageia a rainha Margherita de Sabóia, que visitava, ao lado do marido, rei Humberto I, Nápoles.
Para homenageá-la, Don Rafaelle Espósito, proprietário de uma famosa pizzaria, Pietro il Pizzaiolo, resolveu fazer uma pizza com as cores da bandeira italiana (branco, vermelho e verde, respectivamente, queijo mussarela, tomate e folhas de manjericão), dando-lhe o nome da soberana e imortalizando-a na história.
Esta exposição enfoca essas e outras facetas da pizza. A parte interna das caixas foi transformada. Existe o trabalho com relevo, a homenagem à rainha Margherita, a evocação à infância, a sedução da mulher e a alusão ao fato de, muitas vezes, tudo acabar em acordo em uma de uma mesa de negociação, ou seja, em pizza.
Cada artista plástica desenvolveu o tema, mostrando que, se fazer uma pizza é uma arte, a arte de se construir um obra plástica a partir do tema exige domínio técnico, criatividade e a vontade de sempre oferecer ao observador alguma novidade. Tanto na culinária como na arte, não se repetir e se aprimorar é fundamental.