
Guitarrista, além de artista plástico, Milton Takada, pela obra “A cobra e os ratos”, nos transporta para o célebre conto folclórico “O Flautista de Hamelin”, imortalizado pelos Irmãos Grimm.
A narrativa conta como, em 1284, a cidade alemã de Hamelin sofria uma infestação de ratos. Um forasteiro diz ter a solução e lhe é prometida uma boa recompensa (uma moeda por animal morto) se resolvesse o problema. Ele hipnotiza os ratos com o som de sua flauta e os afoga no Rio Weser.
Porém, os cidadãos não pagam o prometido, alegando que não viram as cabeças dos ratos mortos. O homem vais embora, mas retorna semanas depois, quando os adultos estão rezando na igreja, e, com a flauta, atrai as crianças, trancando-as em uma caverna. Só restaram então na cidade pessoas ricas, silenciosas e tristes.
Na visão de Milton Takada, o flautista apresenta a cauda de uma sedutora cobra, a atrair os cidadãos cruéis, os verdadeiros ratos. A arte, portanto, comprova seu papel de seduzir, podendo nos transportar para outras realidades, melhores ou piores da que nos rodeia
Oscar D’Ambrosio