
Se Rosa, de Natal, RN, homenageia a Araruna, uma dança local pouco conhecida no resto do Brasil; Helena Rodrigues enfoca Luiz Gonzaga, imortalizado como o Rei do Baião.
Em “Como se dança o baião”, Helena Rodrigues traz a figura do artista que deu ao acordeão um local privilegiado. O destaque que ganhou em suas apresentações fez com que tanto ele, como o inseparável acordeão, progressivamente ganhasse espaço não apenas no Nordeste, mas em escala nacional, levando os ritmos da região para novas paragens.
A obra de Helena Rodrigues apresenta elementos típicos das festividades nordestinas, como as bandeirinhas juninas, além dos músicos e dos casais dançando, estabelecendo toda a atmosfera de alegria e encantamento que acompanhava Luiz Gonzaga em suas apresentações por onde passava, dando à música nordestina um novo status.
Homenagear o Rei do Baião e sua música é uma forma de lembrar a importância da cultura nordestina e, acima de tudo, de homenagear os que deixaram a região para buscar melhores condições de vida e de trabalho em outras localidades, seja no Brasil ou no exterior. Nessa diáspora, vendo a obra de Helena Rodrigues, eles e elas podem dizer: “Nós saímos do Nordeste, mas o Nordeste não sai da gente”.
Oscar D’Ambrosio