
Se o cantor Almério traz a sua interpretação da música “Ana Rosa”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; Bernardete nos faz rever a Festa de Reis pelo olhar do bordado.
É preciso lembrar que o mundo do bordar remete simbolicamente ao de fiar a própria via. A Festa de Reis, também chamada, dependendo da região, de Folia de Reis, Companhia de Reis, Reisado ou Festa de Santos Reis, de Bernardete, nessa perspectiva, revela, na execução, extremo cuidado, carinho, atenção, delicadeza e cuidadoso trato com as cores.
Essa manifestação folclórica está relacionada à Adoração dos Reis ao nascimento de Jesus Cristo e ocorre entre o Natal e o Dia de Reis propriamente dito, 6 de janeiro. A dança e a música se fazem presentes com acordeons, violões, violas, cavaquinhos, reco-reco, caixas em pandeiros e a tradição é que os participantes visitem as casas lembrando a viagem dos Magos para levar ao Menino Jesus os seus presentes.
A festa é marcada pela alegria; e o bordado de Bernardete consegue transmitir toda essa atmosfera, pois cada imagem que apresenta é justamente o resultado de sua própria jornada existencial. Vendo os caminhos dela, construímos os nosso com maior carinho, atenção e cuidado, com a presença das bandeiras o Divino Espírito e os grupos em azul e encarnado.
Oscar D’Ambrosio