

Se Romário Batista nos faz pensar sobre as simbólicas lutas no sertão, Regina Puccinelli nos leva para o mundo da harmonia das festas populares nordestinas.
“Festa Junina", que mostra a tradição das quadrilhas, e "Noite de São João", que lembra a tradição de soltar balões na noite de São João, têm em comum uma mesma percepção de mundo, caracterizada pela intensa possibilidade de ser feliz.
A maneira de resolver o espaço visual, com a fusão entre o espaço terreno e o céu como se fossem um único elemento, é essencial para mergulhar em um universo de interpretação e compreensão da realidade como um ambiente em que os impossíveis se tornam possíveis pela delicadeza.
As criações poéticas de Regina Puccinelli são líricas homenagens a um Nordeste em que as tradições de suas festas ocupam uma posição muito relevante nas práticas cotidianas e no imaginário de cada um.
Assim, cada novo trabalho leva a uma jornada espiritual de compreensão de como uma festa popular pode ser um momento de interiorização em que cada ser envolvido encontre o seu equilíbrio. As obras de Regina Puccinelli contribuem para isso.
Oscar D’Ambrosio