
Se Ivone Mendes, com sua lírica visão do universo nordestino, propicia uma jornada pelo forró pé de serra; GEO homenageia Marinês, autêntica forrozeira pé de serra que cantava as músicas de Luiz Gonzaga.
Intitulado “Tributo a Marinês e sua Gente”, a obra, realizada com tinta acrílica sobre tela, homenageia a pernambucana Inês Caetano de Oliveira (São Vicente Férrer, 16/11/1935 – Recife, 14/5/2007), conhecida como Marinês ou ainda Rainha do xaxado ou Rainha do Forró.
Cantora, compositora, atriz, apresentadora, tocava violão, viola, sanfona, zabumba e gaita e, nascida em família humilde e criada em Campina Grande, PB, já aos dez anos, filha de seresteiro, participou de um programa de calouros em uma rádio local, sendo vencedora.
Começa assim uma carreira que tem como momento crucial integrar a banda Patrulha de Choque do Rei do Baião. Ela, o acordeonista Abdias, que era seu marido, e o zabumbeiro Cacau se apresentavam na abertura dos shows de Luiz Gonzaga, viajando pelo Brasil e ganhando reconhecimento.
A consagração veio com o grupo “Marinês e sua Gente”, nome que intitula a obra de GEO, e com a música "Peba na Pimenta", que causou polêmica pelo seu duplo sentido e foi interpretada no filme “Rico Ri à Toa” de 1957, dirigido por Roberto Farias, que tinha também números musicais de Dolores Duran, entre outros.
Ao trazer todas essas lembranças, GEO homenageia não só Marinês, mas todo artista que encontra na música nordestina um manancial imenso de inspirações e respirações.
Oscar D’Ambrosio