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diárias de bordo

Semana da Cultura Nordestina (18)

Semana da Cultura Nordestina (18)
04/08/2020

Se Ivone Teixeira Carvalho trata do drama da seca nordestina, mas sem deixar de lado a esperança; Silvia Maia foca a dor de uma mãe perante a miséria.

De Embu das Artes, SP, Silvia Maia realiza uma imagem impactante da dor da mãe nordestina perante a fome dos filhos. Trata-se de uma interpretação pungente de uma situação social que se mantém, sob diversas formas, ao longo dos séculos.

O panorama de falta de alimentação e de aridez do ambiente tem seu contraponto nas flores colocadas na obra. Muitas vezes existe um certo esquecimento de que, mesmo em momentos repletos de espinhos, o potencial da vida de se manter e de gerar beleza permanece. Perceber essa grandiosidade da força da natureza anima.

A observação atenta da obra de Silvia Maia traz justamente essa reflexão. Por maiores que sejam as dificuldades, desde o clima até as econômicas, existe a potencialidade de sobrevivência, seja nas bênçãos divinas que podem ser recebidas, na própria beleza da roupa ou na convicção de que a energia que nos mantém vivos nos auxilia a superar muita coisa.

Oscar D’Ambrosio