
Se Luciana Mariano volta a sua atenção para a força da mulher nordestina, mostrando, em seu quadro, a célebre Maria Bonita, mas sem o companheiro Lampião; João Generoso oferece a oportunidade de refletir sobre o termo caboclo.
A xilogravura colorida “O Caboclo” nos permite mergulhar no universo dos mestiços de brancos com índio que muitos também chamam de “caipira”. Os caboclos seriam o grupo populacional mais numeroso da Amazônia, mas também de alguns estados da Região Nordeste do Brasil, como Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Alagoas, Ceará e Paraíba.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os caboclos entram na contagem dos 44,2% de pessoas consideradas pardas no Brasil, o que inclui também mulatos, cafuzos e outras combinações, como mistura de negros ou índios com orientais.
No sentido econômico, político e cultural, o termo caboclo está associado a pequenos produtores familiares da região rural, chamados, de forma geral, de camponeses. Na imagem de João Generoso, temos o uso do vermelho, verde e amarelo em áreas bem determinadas, com o caboclo sendo apresentado no universo do trabalho, pois o nordestino, sem dúvida, trabalha duro!
Oscar D’Ambrosio