



Se Fabio Madison nos mostrou no post anterior como a cultura nordestina foi se enraizando em Carapicuíba e na Capital paulista, Marcinha Moraes encaminha fotos em que conta como, desde 2013, convenceu a “mama” que o Nordeste é lindo que vale “muiiiiiito” conhecer o país. Desse modo, passaram a viajar com a família para capitais como Salvador, Aracaju e Maceió. “Lá passamos belos dias. Curtindo praias. Comida. Respirando cultura e muiiiitas risadas”, conta.
Mas, afinal, o que é essa cultura nordestina? Em primeiro lugar, varia muito entre os Estados, pois as influências indígenas, africanas e europeias se manifestam com intensidades distintas.
Se pensarmos na literatura, temos ícones como João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos, entre muitos outros! Isso sem contar a literatura de cordel, que remonta a tradições medievais, com as imagens feitas em xilogravura. E temos ainda os cantadores de repentes e a emboladas.
E como esquecer ritmos como coco, xaxado, samba de roda, baião, xote, forró, axé e frevo? Há ainda o importantíssimo movimento armorial do Recife, inspirado por Ariano Suassuna, que fez um trabalho erudito de valorização das tradições medievais portuguesas com as populares nordestinas, tendo em Antônio Nóbrega uma valiosa manifestação.
Maracatu, bumba meu boi e tambor de crioula também entram nessas tradições, as quais músicas e danças estão associadas. E vale a pena verificar como essas expressões dialogam com os artesões e artistas populares que trabalham com redes tecidas e bordadas, argila, madeira, couro, rendas, garrafas com imagens feitas manualmente em areia colorida, fibra do buriti e babaçu.
Há ainda a culinária, com frutos do mar e peixes, no litoral; e carne e derivados do gado bovino, caprino e ovino, no sertão.
Isso é muito mais são fatores de orgulho para falar na Semana da Cultura Nordestina!
Oscar D’Ambrosio