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Arte em tempo de coronavírus (519)

Arte em tempo de coronavírus (519)
28/07/2020

Pintada com tinta a óleo sobre madeira de álamo, a “Mona Lisa” ("Senhora Lisa"), também conhecida como “A Gioconda” ou ainda “Mona Lisa del Giocondo”, é uma das maiores atrações do Museu do Louvre, em Paris, sendo considerada a mais notável e conhecida obra de Leonardo da Vinci, por sua vez um dos principais representantes do Renascimento italiano.

Iniciada em 1503, a obra é uma das mais recriadas da história da arte. Uma versão célebre é a de 1919, de Marcel Duchamp, que inseriu, em uma reprodução em cartão postal, bigode e cavanhaque, o que torna o rosto do célebre quadro masculino. Outro marco são as serigrafias coloridas de Andy Warhol, de 1963, que coloca a diva italiana no patamar de Marylin Monroe.  

Regina de Bem, de Porto Alegre, RS, em DA20 2020 O RENASCIMENTO, trabalho realizado com tinta acrílica sobre tela, faz um jogo verbal no título, assim como Duchamp, que chamou sua obra de “L.H.O.O.Q.”, letras que, pronunciadas em francês, se assemelham a "Elle a chaud au cul", que, em português, em tradução livre, seria algo como "Ela tem fogo no rabo".  

A máscara, o coronavírus ao fundo na paisagem e a presença da imagem do próprio Leonardo à esquerda inseridas pela artista brasileira ilustram como a imagem do mestre italiano perpassa gerações, sendo apropriada por criadores com variadas intenções. No presente caso, a interpretação traz bom-humor e ironia, ingredientes importantes na história da arte.

Esta obra faz parte da Coletânea do Projeto Dias de Reclusão.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br