
Uma das áreas em que a pandemia trouxe alterações que certamente vão permanecer é a educação. Embora o ensino a distância já fosse praticado há algum tempo, sempre houve muita discussão sobre a sua eficiência e eficácia, com discussões apaixonadas favoráveis e contrárias.
Com a COVID-19, as aulas remotas precisaram se tornar uma realidade. E aquilo que poderia demorar décadas para acontecer se deu muito rapidamente. O trabalho “A Escola e a Pandemia 2”, de Erico Alves de Oliveira, de São Paulo, SP, traz uma interpretação visual e bem-humorada dessa nova dinâmica da prática pedagógica.
Existe ali uma sobreposição das imagens, em que pessoas, com números nas camisas e mentes em ebulição parecem representam a relação delas com aquilo que está sendo mostrado na tela de um computador fixo ou de um aparelho móvel. Dentro do confinamento, existe alguém que dá o start de um processo de sucessivas reproduções e repetições.
Dessa maneira, o conhecimento se dissemina. Pode-se perder o calor do presencial, mas ganha-se no número de pessoas atingidas. A questão, porém, não é tão simples, pois esbarra em equipamentos e conexões disponíveis em cada nível de transmissão e reprodução. A imagem do artista nos lembra de tudo isso e nos indaga como será a educação no amanhã.
Esta obra faz parte da Coletânea do Projeto Dias de Reclusão.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br