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Arte em tempo de coronavírus (431)

Arte em tempo de coronavírus (431)
04/07/2020

Certamente Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes não é um nome familiar para a quase absoluta maioria dos brasileiros, mas, ao se falar em Irmã Dulce, tudo muda. Esta baiana de Salvador (1914 – 1992) foi a primeira mulher comprovadamente nascida no Brasil a ser canonizada, recebendo o título, em 2019, de Santa Dulce dos Pobres.

Artista de Piracicaba, SP, Adilson Benedito de Moraes, que assina seus trabalhos como Dilsão, realiza, com materiais recicláveis, a obra “A Santa”, homenageando o “Anjo Bom da Bahia”, que criou ou ajudou a fundar instituições filantrópicas como o Hospital Santo Antônio, construído onde era o galinheiro do Convento de mesmo nome.

Dilsão escreve: "Santa vos rogo a presença/ nessa época de luta/ mas vejo outra saída/ Sua luz alimenta/ Sua história orienta/ só com amor de verdade/ haverá saída/ e na caridade/ deu sua vida...". Nesse contexto, vale lembrar que, desde a juventude, Maria Rita lotava a casa de seus pais acolhendo doentes.

Referência mundial em caridade e amor ao próximo e indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1998, Irmã Dulce ganha, na interpretação do artista paulista, uma imagem que valoriza a comida e o atendimento médico que ela oferecia aos pobres e aos enfermos. Nesta época de combate à COVID-19, a sua mensagem de amor ao próximo é atual e muito necessária.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br