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Estação Amoroso

Estação Amoroso
27/06/2020

Muitas vezes temos a sensação de que a vida funciona como uma viagem de trem, com um ponto de partida no nascimento, uma jornada repleta de curvas e um fim de linha, definitivo ou não de acordo com a crença de cada um. Realizada em óleo sobre tela, a obra “Estação Amoroso”, do artista visual Wladmir Amoroso, trabalha com essa metáfora.

O maquinista desse trem imaginário é Giuseppe Amoroso, bisavô do pintor, que veio de Mantova, Itália, em busca de uma vida melhor no Brasil, radicou-se em um sítio na região de Catanduva, SP, em Ibirá, onde nasceu Miguel, avô do artista, que chegou a lutar na Revolução de 1924, participando da Coluna Prestes, tendo o célebre líder comunista como comandante.

Após a Revolução, a família mudou-se para a capital paulista, morando nos bairros de Belenzinho e Vila Alpina, até se fixar em São Caetano do Sul, SP, onde Wladmir reside. São todas estações da jornada dos Amoroso, cristalizada em uma obra pictórica em que os tons de amarelo e vermelho criam uma atmosfera harmônica.

A “Estação Amoroso” é a guarida segura da movimentação das pessoas da família, que vão e que vem pelo mundo, mas que se sente acolhida pelos parentes e pelo conceito de que conhecer as próprias raízes e cultivá-las carinhosamente é uma forma de construir um mundo melhor. A arte, como mostra esta pintura, é uma das maneiras de concretizar esses vínculos.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br