
Nilson Machado, de Rondonópolis, MT, traz um diálogo entre o ser humano, a natureza e a COVID-19 em uma perspectiva dividida pelo horizonte. Trata-se de uma estrutura de composição horizontal que, de certa maneira, nos faz lembrar de como a solidariedade é importante para que a humanidade caminhe em conjunto e seja melhor.
Na parte superior, temos cruzes, como se fossem tristes estrelas no céu; e um sol, dentro do qual estão as formas características do novo coronavírus. À direita e à esquerda, aves a homenagear os mortos e apontar o renascer da esperança de um novo amanhã, que começa a se avizinhar pelo mundo.
Abaixo da linha do horizonte e das montanhas, temos um grupo de quatro pessoas sentadas representando a humanidade. As aves se fazem presentes em três delas, enquanto o indígena porta uma maraca, instrumento que possibilita, segundo diversas culturas, o poder de, por meio do som, do ser humano se comunicar com os deuses.
Que os pedidos de cura e de descoberta de uma vacina subam como os pássaros e os sons divinos aos céus, possibilitando que a humanidade trilhe novos caminhos. Assim, como as asas das aves permitem alçar voos, que cada um de nós, por meio de sua saúde física e mental preservada, se prepare, com toda energia, para o “novo normal” que virá.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br