
Arte é uma forma de conexão. O artista, de alguma maneira, pelo meio de seu trabalho, liga-se a si mesmo e também ao mundo. A mecânica desse processo não é simples. Pelo contrário, apresenta as múltiplas características de todo processo que envolve um número incontrolável de variáveis.
Resumidamente, o artista vê e percebe o mundo. Dessa percepção, brota um pensar. Mas dar a esse, pensar, seja emotivo, racional ou regido por outro sentimento qualquer, uma expressão plástica demanda uma conversa interna na instância do que se idealiza na mente e o que o seu corpo, por meio das técnicas com as quais trabalha, consegue concretizar.
Classificar, como faz a história da arte, todo esse processo em estilos é muito útil para, de certa formar, organizar os criadores artísticos em períodos pela sua relação visual com o mundo, mas também comporta numerosas problemáticas. A principal é o risco de o artista tentar se encaixar ou ser encaixado em algum rotulo.
Palma Loiola fundamenta a sua relevância plástica pelo estilo logo reconhecível. Manifesta uma poética própria que a identifica como criadora visual que se expressa com uma linguagem autêntica. Seu fazer faz que o seu pensar atinja o observador graças a uma verdade interior que passa por poucos filtros. Precisa nomear esse processo? Não é melhor vivenciá-lo?
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br