
A obra “Proteção de São Sebastião”, de Helena Rodrigues, apresenta três elementos essenciais: São Sebastião, a cidade do Rio de Janeiro e as comunidades. Devido ao novo coronavírus e à pandemia, a cidade surge vazia: não há pessoas ou barcos. Mas o Santo, padroeiro local, está ali para que todos se sintam protegidos.
Nascido no século III, em família cristã, embora oficial romano, Sebastião converteu muitas pessoas e, diante do imperador, ao afirmar a sua fé, foi condenado à morte. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, mas uma viúva chamada Irene as retirou e o tratou. Curado, Sebastião continuou a defender os cristãos.
Como castigo, em 20 de janeiro de 288, foi açoitado até a morte. Mas o nome da cidade (São Sebastião do Rio de Janeiro) não vem do santo. Homenageia o seu xará, o rei-menino de Portugal, porque a cidade foi fundada, 1º/3/1565 por Estácio de Sá, a mando da avó do Rei, a rainha Catarina da Áustria. O encontro do Santo com a cidade ocorre em 20/1/1567.
Nesse dia, ocorreu a batalha de Aruçumirim. O Santo, de espada na mão, junto aos portugueses, derrotou os franceses calvinistas que dominavam a região. Nessa batalha, Estácio de Sá foi mortalmente ferido por uma flecha envenenada. Celebrado dia 20 /1, o Santo celebrado por Helena Rodrigues é ainda considerado protetor contra pestes. Que assim seja!
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br