
O termo Renascimento foi registrado pela primeira vez pelo historiador Giorgio Vasari, no século XVI, para identificar o período da história da Europa, aproximadamente entre meados do século XIV e o fim do século XVI, cuja principal característica é a intensa revalorização das referências da Antiguidade Clássica, principalmente os corpos humanos.
Esse renascer da cultura grega levou a uma menor influência do dogmatismo religioso sobre a cultura e a sociedade, com a consequente valorização da racionalidade, da ciência e da natureza. Isso não impedia que os temas bíblicos se fizessem presentes, mas com a adoção da perspectiva ou em ambientes em que a natureza real passava a se fazer presente.
Hoje fala-se em um renascer em outra perspectiva, no sentido de revalorizar o amor de cada pessoa por si mesmo e pela humanidade, o que inclui o meio ambiente e o equilíbrio em todas as facetas da existência. “O Esplendor do Renascimento”, óleo sobre tela de Sandra Scavassa, paulista de Amparo e radicada em Tuiuti, SP, traz justamente um universo visual harmônico.
Adão e Eva, cobrindo a sua sexualidade, índice de sua expulsão do Paraíso, surgem numa atmosfera de intensa beleza terrena, inclusive com símbolos como o pavão, relacionado com o renascer, pois suas penas caem no inverno para se renovarem na primavera. Que todos possamos recuperar nosso Jardim perdido e renascer para um mundo melhor em breve.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br