
Uma pandemia como a COVID-19 traz alterações na vida de todos nas mais variadas dimensões. Os recortes que podem ser feitos são os mais variados e complexos. A primeira dimensão é a preservação da própria vida; a segunda, dos familiares mais próximos; e a terceira, da sociedade como um conjunto complexo, plural e diverso.
A artista visual Elyethe Marinho traz, neste post, dois esboços de situações que ilustram bem as múltiplas variáveis de lidar com questões de saúde pública, por exemplo, em comunidades. No presente caso, as duas cenas retratadas são em um condomínio, local em que as relações pessoais são geralmente bastante caracterizadas pela diversidade de opiniões.
Temos aqui um flagrante de crianças brincando ao ar livre sem máscaras protetoras enquanto os coronavírus observam atentamente. Estão certamente prontos a se divertir muito mais com a possibilidade do contágio. Enquanto isso, meninos e meninas agem como se nada estivesse acontecendo.
O contraponto é representado pela cena de home office, com um homem desesperado. Mas o vírus também está lá. Enfim, em qualquer espaço ou perante qualquer idade, o microrganismo se faz presente. O desafio de enfrentá-lo preocupa a todos. Assim, a sociedade busca caminhar para uma nova normalidade, que ainda não sabemos que configuração terá.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br