
Variadas vozes afirmam que uma das principais transformações que a presente crise motivada pela COVID-19 vai trazer será a necessidade de as pessoas reaprenderem a viver em sociedade, sendo mais solidárias. Paralelamente, os dias de isolamento estão levando criadores literários e visuais a desenvolverem rotinas de trabalho.
A prática de atividades programadas é apontada, por muitos psicólogos, como uma das melhores maneiras de combater qualquer forma de tristeza, ou mesmo de depressão, causada pelo confinamento. Estabelecer cronogramas de ações/desafios a fazer e metas diárias é uma forma de manter a saúde mental em dia.
A artista visual Lia Freitas, por exemplo, está fazendo pequenas esculturas de marimbondos. Cada dia é uma nova obra que surge na modelagem. Esses insetos sociais são vistos como modelos de futuro por alguns, pois convivem em complexas redes internas de funções que permitem o funcionamento de seus casulos arredondados.
Se pensarmos no planeta como um grande casulo, ameaçado por um microrganismo, também em formato esférico, a reunião dos insetos em comunidades organizadas pode ser um modelo da sociedade solidária que vamos precisar construir juntos, com a criatividade, o talento e a metodologia disciplinada que Lia Freitas apresenta.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br