




Quando se pensa em temas difíceis e complexos como o do coronavírus e da COVID-19, as imagens que alimentam o imaginário de artistas plásticos podem caminhar em várias direções. Há aqueles, por exemplo, que desenvolvem a sua pesquisa em direção ao próprio microrganismo, com seu formato característico já consagrado pela mídia.
Outros preferem mergulhar na dimensão humana, retratando justamente a reação das pessoas comuns a tudo o que está acontecendo no mundo, principalmente perante uma situação inédita, que é a do confinamento, com suas consequências emocionais, afetivas e econômicas.
Médicos e psicólogos atestam que o corpo e a mente precisam se adaptar a uma realidade distinta ao ficarem reclusos. E ser obrigado a ficar em casa, ao contrário do que muitos pensaram em um primeiro momento, talvez seja mais fonte de agonias e dilemas do que de prazer. Retratar essas novas percepções da realidade é um desafio.
Filipe Gradim debruça, neste momento, seus estudos sobre o corpo e as emoções que ele pode transmitir. São movimentos e expressões em que, além da técnica acurada, está a capacidade de perceber que o físico reflete a alma. Tratar essa questão tornou-se um exercício permanente que o artista se propõe a interpretar visualmente com sensibilidade.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br