
A fênix, célebre pássaro da mitologia grega que, a cada 500 anos, quando sentia encerrar seu ciclo, preparava seu ninho e se destruía por autocombustão, ressurgindo das próprias cinzas para uma nova jornada terrestre, é o símbolo escolhido pela artista plástica Ciça Teori para cristalizar o momento presente.
Após trabalhar 30 anos no Hemocentro da Unicamp depois de ter feito especialização na Unesp de Botucatu em hemoterapia e hematologia, ela começou a sua jornada pela pintura e consegue um resultado intenso, principalmente pela intensa força visual nas penas laranjas e vermelhas da ave.
Ao mítico ser são atribuídas a força de carregar cargas muito pesadas enquanto voa, como elefantes, e a capacidade de auto-sacrifício que a levava a, quando não encontrava alimento para os filhotes, ferir-se com o bico no próprio peito para oferecer a própria carne. Essas imagens, de força para superar desafios e de capacidade de superar a dor, são hoje essenciais.
Visceralmente ligada ao fogo, que propicia o renascer constante e a imortalidade, a fênix de Ciça Teori surge com o poder da também simbólica águia, voando pelo espaço a alertar que sempre há um amanhã. A ideia desse renascer espiritual poucas vezes foi tão importante para conduzir a humanidade a um novo futuro solar. A imagem da pintora traduz esse conceito.
Conheça mais da artista em @cica_atelie_campinas
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.