
A cor é uma percepção do que chamamos realidade. Seus nomes e conotações variam, mas o seu papel no universo da comunicação é universal. Diversos estados de espírito se fazem presentes quando escolhemos uma delas ou quando rejeitamos outras. E existe, naturalmente, um enorme grau de subjetividade nessas preferências.
Também há numerosa literatura sobre o assunto, que vai desde fenômenos físicos aos pigmentos, em um mundo de interpretações influenciada pela diversidade cultural. Basta lembrar, por exemplo, que Oriente e Ocidente atribuem a algumas cores diferentes valores e símbolos. E a ausência de cor (preto) ou a somatória de todas (branco) gera variadas reflexões.
Essas questões ganham especial relevância quando se lida com um artista como Rosana Ferreira – RoF, para quem a cor tem um papel primordial. Trata-se do tipo de trabalho que cresce à medida em que há uma pesquisa ampla de referências externas e do próprio fazer para se obter os melhores resultados possíveis.
Sobreposições de tonalidades, na esfera monocromática; e diálogo entre cores, quando se mergulha no policromático, possibilitam infinitos desenvolvimentos de linhas de pesquisa visual. Se a cor é um mundo, explorá-lo significa mergulhar em veredas infinitas com um sem-número de portas da técnica e da sensibilidade, que se mesclam numa jornada sem volta.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.