
Perante a pandemia do novo coronavírus, que causa a doença batizada de COVID-19, as reações são as mais diversas. Existem os que assumem um tom apocalíptico, em que o ser humano estaria sendo punido pelos seus desmandos, principalmente com o meio ambiente, e os mais parcimoniosos, que buscam retirar um ensinamento do que está ocorrendo.
A artista mexicana Laura Martinez, no esboço de ilustra este post, aponta que a onipresença do coronavírus no planeta neste momento obriga a uma reflexão para nosso interior. Mesmo as medidas restritivas e de confinamento são, de uma maneira ou de outra, um convite a quebrar barreiras e paradigmas internos para encontrar o que há de melhor dentro de nossa casca de aparências.
Com otimismo, a artista encontra, na essência de cada um, flores. E estas podem ser interpretadas não apenas como ícones de beleza, mas principalmente como uma esperança positiva de um mundo melhor. Também é curioso observar como esse movimento de mergulho em si mesmo, que parece ser egoísta, pelo contrário, aproxima as pessoas.
Quando existe a obrigação do isolamento, que leva ao melhor conhecimento de si mesmo, aprofunda-se o sentimento de que somos todos humanos. E empoderar-se disso pode nos aproximar, conduzindo a uma nova etapa, na qual poderemos talvez ser mais felizes, ou, ao menos, mais conscientes.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.