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Uma espiã israelense no Irã

Uma espiã israelense no Irã
07/03/2020

Filmes de espionagem costumam ser um excelente exercício para a inteligência e para a sensibilidade de quem os vê, principalmente quando a protagonista é uma mulher que passa por situações nem sempre enfocadas no gênero cinematográfico, como o aborto ou a convicção de defender uma paixão mesmo quando ela ameaça a paz mundial.

A temática não é, claro, absolutamente original, mas é defendida com garra pela excelente atriz alemã Diane Kruger. Ela é a protagonista de “The Operative”, escrito e dirigido pelo cineasta israelense Yuval Adler, baseado no romance hebraico “The English Teacher”, de Yiftach Reicher-Atir, ele mesmo um ex-oficial da inteligência de Israel.

O enredo traz uma espiã da Mossad, Serviço de Inteligência Nacional de Israel, que desaparece após o falecimento do pai. Seu único contato é seu treinador e mentor. O esforço para localizá-la, após um período em que trabalhou no Irã, disfarçada de professora de inglês, envolve a atuação dela para impedir o crescimento do programa nuclear iraniano.

O envolvimento amoroso dela com o empresário que era o objetivo da missão coloca no centro das atenções questões éticas e de fidelidade dela ao país para o qual trabalha. Mas a grande atração do filme está mais nas nuances que a atriz consegue dar a sua personagem nos momentos em que ela atua sozinha, no Irã, um país com uma cultura totalmente diferente da ocidental.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.