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Cor, elixir da felicidade

Cor, elixir da felicidade
26/01/2020

A cor tem um papel fundamental na vida e na arte. Estamos tão acostumados com a onipresença dela que muitas vezes não a percebemos e, por isso, a sua ausência, como ocorre em alguns filmes, por opção de cineastas contemporâneos, leva o nosso olhar a ter novas dimensões das mais diversas narrativas.

A poética da artista plástica Rosângela Vig, que já passou pelo realismo e pelo universo geométrico, ganha muita força com a criação de seus mundos imaginários, principalmente quando se expressam de modo a criar duas facetas: aquela que está sem cor e a da cor. Uma parece distante da outra, mas os pontos de contato podem se ampliar.

Isso se expressa, por exemplo, nas obras em que surgem aves coloridas em meio a ambientes naturais sem cor. São os pássaros que complementam o ambiente e lhe dão vida, colorindo a natureza e dando uma sensação de inacabado do conjunto, próprio de realidades em constante movimento e transformação.

Há ainda balões coloridos que erguem navios imaginários e os levam para cidades em preto e branco. Está presente aí o mesmo conceito da capacidade da liberdade dos sonhos e da imaginação inserirem a cor em atmosferas que parecem não ter vida e capacidade de levitar. Ao explorar esse contraponto, Rosângela Vig traz a cor como um elixir de felicidade.

 Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.