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Verso e reverso de Ingmar Bergman

Verso e reverso de Ingmar Bergman
15/10/2019
Ingmar Bergman (1918 – 2007) é considerado por muitos o maior cineasta de todos os tempos. Trata-se de uma competição inútil estabelecer esse título, mas, sem dúvida, é um dos mais reconhecidos e premiados, por exemplo, com três Oscars de Filme Estrangeiro no currículo. O documentário “Bergman: A Year in a Life”, de Jane Magnusson, reforça esse pensamento.


 

 


 

Trata-se de uma viagem na vida e na obra do artista sueco com o eixo central em 1957, ano em que esteve envolvido na produção de filmes marcantes, como “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres”, além outras atividades com televisão e teatro. O enfoque está em entender de onde vinham as ideias de um ser humano que trabalhava freneticamente.


 

 


 

Ao mesmo tempo, não são economizadas críticas ao temperamento agressivo e prepotente de Bergman, principalmente enquanto diretor de teatro, além de serem ressaltados problemas de saúde e a depressão que se abateu sobre ele com a doença e morte de sua última esposa. Assim, elogios e críticas são balanceadas, traçando o retrato de um homem, não de um mito


 

 


 

É mostrado como a carreira do diretor deu uma guinada quando decidiu levar para o cinema suas experiências biográficas, como ocorre na obra-prima “Fanny e Alexander”. A sua imagem mais icônica, porém, talvez seja uma que tem seu making off relatado no documentário: a do cavaleiro medieval que joga xadrez com a morte. Afinal, é o que fazemos todos os dias...


 

 


 

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.