
O que o ser humano? A pergunta pode parecer retorica e conduzir para as sábias reflexões gregas sobre as clássicas perguntas de onde viemos, o que somos e para onde vamos. Aponta ainda para o célebre “Penso, logo existo”, do filósofo francês Descartes. Mas, para quem ama as ates visuais, a obra de Mauricio Del Buono Ramos pode ser uma resposta.
Os trabalhos por ele expostos na Mostra Formandos 2018 da Escola Panamericana de Artes em Higienópoils, SP, traz um vigor apaixonante. A maneira como ele trata o corpo revela uma maturidade plástica que seduz intelectualmente, pois o ser humano surge ali transformado, numa busca pela essência o viver
As questões artísticas que se fazem presentes geram indagações sobre o significado da vida e das formas de representação muitas vezes utilizadas para indagar o mundo. Desenho, pintura e escultura, desse modo, não se apresentam como representações fotográficas, mas como interpretações criativas que buscam o porquê do existir.
Esse exercício demanda uma continuidade do pensar, pesquisar e fazer. Essa tríade permite que se chegue a representações progressivamente aprimoradas em que a imagens de seres humanos sejam trabalhadas de maneira visceral, em busca permanente de sua essência, algo que Mauricio Del Buono Ramos atinge.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.