
A arte é uma possibilidade de mergulhar em outros mundos. Esse é o efeito que as imagens de Aniz Tadeu propiciam. Seu imaginário traz uma reflexão sobre o que significa tudo aquilo que está ao nosso redor, onde a fantasia e a chamada realidade podem se encontrar com mais frequência do que imaginamos.
O segredo do traço do artista está justamente na capacidade de criar situações que parecem ser absolutamente verossímeis embora, se olhadas com cuidado, incorporem elementos do surrealismo. O grande ensinamento que surge daí está em abolir barreiras rígidas rumo ao novo e desconhecido.
Surge assim um universo de dúvidas, interrogações e incertezas, instaurado pelo domínio técnico e pela pesquisa constante de assuntos que, de uma forma ou de outra, encontram guarida numa estética em que o imaginar é protagonista como forma de expressar percepções e sentimentos.
As imagens de Aniz Tadeu constituem precisamente um indagar profundo daquilo que nos cerca. É como se o mundo conhecido não bastasse. Portanto, torna-se essencial criar um outro universo, em que o que parece fantástico se torne cotidiano. Esse nível de pensamento filosófico é atingido com uma linguagem visual densa, realizada com entrega, verdade interior e sonho.
Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.