Recriando mandalas
A palavra mandala significa “círculo” e sua função histórica é propiciar uma jornada interior em cada observador. Cada figura construída pela artista plástica Nelise Ometto apresenta diversos fundos e várias experimentações de cor e de materiais. Tintas e cerâmica são combinadas para oferecer uma representação plástica diferenciada.
Há um processo de retorno do indivíduo a uma unidade primordial. Concebidas como espaços sagrados, as mandalas da artista trazem em si um ciclo. Estabelecem conversas interiores e ainda se relacionam entre si, num processo em que a circularidade é fundamental como forma de conhecimento.
A série “A Fragmentação das Mandalas e os Códigos Vegetais de Nelise Ometto” forma mundos em que as imagens transmitem o poder de criação e renovação do poder divino que se manifesta por intermédio das figuras circulares. As formas geométricas e orgânicas articulam, assim, quebras de expectativas.
As mandalas de Nelise Ometto geram o mergulho de cada observador em si mesmo. Ao interpretar a cultura indiana e a beleza da natureza com respeito e espírito inquieto, oferece uma interpretação visual encantadora para os olhos e plena de significados simbólicos, principalmente pelo variado e rico uso das formas orgânicas.