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Kika Magalhães

Kika Magalhães

O poder do gesto

A busca por uma manifestação livre é um dever do artista plástico. É na procura de uma expressão própria que o potencial criativo se realiza em cada nova obra. A essência está em sempre se esforçar para dar um passo adiante, seja na técnica, na composição ou na forma de lidar com o espaço e os materiais.
  Kika Magalhães, a partir de suas aulas na Escola Panamericana de Arte, desenvolveu a habilidade do desenho, mas foi nos grafismos, que a acompanham desde sempre, que encontrou a soltura dos traços e a melhor maneira de colocar as cores nas áreas. Achou assim um caminho particular para a sua abstração e o seu gesto.
  Cubos que não se encerram, círculos igualmente incompletos e quebras de expectativa visual são entremeados pelo diálogo entre as cores primárias e as complementares. O trabalho funciona principalmente quando ela usa a tinta acrílica, tendo a lona em grandes dimensões como suporte.
  As lonas, se penduradas, seja na horizontal ou na vertical, propiciam uma sensação de beleza transmitida ao observador. A abundância de cores e a presença de grafismos contribuem para um resultado plástico em que a cor e gesto têm um papel primordial.