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Constantino

Constantino

O amor pela humanidade

  Há artistas plásticos que gostam de seres humanos. Esse é o caso de Constantino Marques. A base de seu trabalho está na paixão pelo desenho e na observação de pessoas na cidade de São Paulo. A somatória dessas características gera obras em que a cor, embora fundamental, é colocada a serviço de uma interpretação de rostos das mais variadas raças e nas mais diversas situações.
  O Brasil, com sua riqueza étnica e cultural, é um universo fértil para o artista exercer um expressionismo tropical, em que se vale das camadas de pinturas próximas ao modo europeu de pintar, mas com um gosto muito latino pelo humor e pela visão crítica obtida pela deformação proposital e pela quebra de proporções posta a serviço da composição e da ruptura das expectativas da arte acadêmica.
  As formas arredondadas, os tons quentes, com predominância de amarelos e vermelhos e os contornos bem definidos, muitas vezes destruídos com camadas de tinta, compõem um universo marcado pela observação atenta das pessoas. Constantino gosta delas e as retrata com o poder de um cronista urbano, atento a quem está ao seu redor, com seus numerosos atributos, nem feios nem bonitos, mas maravilhosamente humanos.